O banheiro estava frio demais.
Liana apoiou as mãos na pia, respirando com dificuldade, os olhos fixos no próprio reflexo. O rosto estava corado, os lábios inchados, o peito subindo e descendo rápido demais. O barulho da boate parecia distante agora, abafado pelas paredes e pelo tumulto dentro dela.
Tudo estava errado.
Tudo estava confuso.
Como assim aquele cara era o irmão de Dante?
Ele era um lobo também?
E o jeito que ele disse que voltaria por ela… Ela já tinha escutado aquilo antes já tinha escutado aquela voz antes…
“O lobo ruivo…”, pensou, engolindo em seco.
— Não… Não… Não não, não! — repetia enquanto se encarava no grande espelho, o corpo inteiro tremendo.
Ela abriu a bolsa com dedos trêmulos e puxou o celular, procurando o nome de Babi na tela. Precisava da amiga, precisava sair dali, precisava… fugir de novo.
Antes que conseguisse tocar na tela, a porta do banheiro se abriu com força.
— Guarda essa merda.
A voz de Dante atravessou o ambiente como uma lâmina.
Liana se vir