O amanhecer chegou silencioso.
A luz pálida do sol entrou pelas frestas da cortina pesada, deslizando pelo chão do quarto de hóspedes e tocando o corpo de Liana encolhido no canto da cama. Ela não havia dormido, em nenhum momento. O corpo doía, a mente estava exausta, e as roupas que vestia haviam secado no próprio corpo depois da noite longa, fria e cheia de medo.
Os olhos ardiam, o coração estava pesado.
Ela ainda podia sentir o gosto da raiva, da humilhação… Mas também se lembrava do beijo,