— Você não vai a lugar nenhum.
A frase saiu da boca de Dante como uma sentença final, pesada, irrefutável. Ele estava parado no meio do quarto, bloqueando qualquer tentativa de fuga, os braços cruzados, os olhos ainda avermelhados pelo resquício da fúria recente.
Liana riu.
Mas não foi um riso de humor.
Foi um riso nervoso, quase histérico, cheio de incredulidade e pavor.
— Você é realmente maluco! — disse, a voz tremendo. — Eu quase morri! Fui atacada, jogada num rio, deixada pra morrer! E voc