Capítulo 12

A leveza que pairava na casa desde o shopping era uma coisa delicada, feita de sorrisos mais longos, pausas mais significativas e um olhar de Arthur que já não me escaneava como uma ameaça, mas me absorvia como um ponto de luz na penumbra dele. Eu me sentia diferente por dentro também. As roupas novas eram apenas um símbolo; a verdadeira transformação era essa estranha sensação de pertencimento, de ser vista, não só como funcionária, mas como Mauren.

Foi nesse clima, de esperança cautelosa, que Mirielen apareceu sem avisar.

Era um domingo preguiçoso. Sophia e eu estávamos no jardim, tentando — e falhando miseravelmente — construir uma cabana de galhos para o Mingau. A risada da menina ecoava, pura, quando o interfone tocou.

— Visita para a senhora Mauren — anunciou a voz neutra do segurança pelo interfone da casa. — Uma senhorita Mirielen.

Meu coração deu um pulo de alegria pura, a única que ainda era completamente desprovida de complicações. “É a tia do coração!”, gritou Sophia, larg
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