Não fomos para casa.
Arthur me levou direto para o andar superior do shopping, para um SPA discreto e luxuoso, com portas de madeira escura e um silêncio que parecia absorver todo o ruído do mundo.
— Aqui — ele disse para a recepcionista, uma mulher elegante de cabelos prateados. — Cuidem dela, quero um tratamento completo, com o que ela quiser.
— Arthur, eu não posso… isso é muito caro — protestei, ainda com a voz embargada.
Ele me olhou nos olhos.
— Mauren. Hoje, você foi humilhada publicamente por causa do meu nome. Por causa da minha família. Por causa da minha incapacidade de proteger quem está sob meu teto. Isso não é um presente. É um pedido de desculpas. Deixe-me fazer isso.
Não consegui argumentar. Apenas acenei, fraco.
As próximas horas foram um sonho. Um sonho de toques suaves, óleos perfumados, água morna e mãos hábeis que lavaram não só a sujeira do dia, mas a vergonha que grudara na minha pele. Massagem facial, banho de imersão com pétalas. Eu fechei os olhos e deixei as