Capítulo 23

Aurora desceu a trilha até a praia com passos firmes, o cardigan apertado contra o corpo para se proteger do vento. Mas, na verdade, não era o vento que a fazia tremer — era a mistura de raiva e confusão que Enrico havia provocado nela.

Ao ver a silhueta dele ao longe, sentiu o coração apertar. Claro que ele estaria lá, no meio da noite, parecendo um modelo em uma campanha de fragrância masculina: a camisa branca entreaberta, os cabelos bagunçados pelo vento.

Ela respirou fundo, ajustando a postura antes de marchar até ele. Enrico pareceu notar sua presença antes mesmo de ela chegar, mas não se virou. Continuou sentado na areia, as pernas dobradas, os cotovelos apoiados sobre os joelhos, encarando o mar como se estivesse em um universo à parte.

— Ah, claro, você tinha que estar aqui — começou Aurora, a voz carregada de sarcasmo.— Meditando sobre suas péssimas escolhas de palavras, talvez?

Enrico ergueu o olhar para ela, os olhos brilhando na penumbra como se estivesse se divertindo.

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