86. Seis horas infernais
Atlas Cross
A cela cheirava a ferrugem, mofo e sangue velho.
Eu estava sentado na cama de metal presa à parede, com os cotovelos apoiados nos joelhos e os olhos fixos na poça de água que se formava no canto do chão. A infiltração vinha do teto, escorrendo lentamente pela parede de concreto como se até aquele lugar apodrecido estivesse sangrando.
Ping! Ping!Ping!
O som era irritante.
Mas não tanto quanto meus próprios pensamentos.
Passei a mão pelo rosto e senti a barba por fazer arranhar minha