33. O bastardo
Atlas Cross
Era um misto de sensações.
Acordei antes de Elise. Não porque eu quisesse.
Mas sim porque o meu maldito cérebro não desligava.
Ela dormia de lado, o cabelo espalhado pelo travesseiro branco, a boca entreaberta, a respiração calma demais pra alguém que bagunçou minha cabeça daquele jeito.
O lençol cobria só metade do corpo dela. A outra metade era tentação pura.
Passei o dedo devagar pelo braço dela, como quem testa se aquilo era real. Ela se mexeu um pouco, murmurou algo ina