32. Um momento de paz.
Atlas Cross
— Para onde está me levando? — ela perguntou ao entrar no carro.
— Droga. Você é muito curiosa. — revirei os olhos.
Parei em frente ao local. Uma cobertura maravilhosa que eu havia alugado para nós.
— Atlas… — ela observou boquiaberta.
— Você merece bem mais que isso.
O elevador subiu devagar demais
Ou talvez fosse eu que estava ansioso pra caralho. Elise estava ao meu lado, o braço roçando o meu de leve a cada respiração. Nenhum de nós falando nada
Não precisava. O ar entre a gente já dizia tudo: desejo, medo, saudade, tudo misturado num nó que aperta o peito.
Quando as portas abriram, ela parou na entrada da cobertura. Os olhos percorreram o espaço: os vidros imensos, a cidade lá embaixo como se fosse só pano de fundo, a banheira de mármore preto já cheia, vapor subindo preguiçoso, pétalas flutuando na água quente. Luz baixa. Champanhe gelado.
Nada exagerado. Só o suficiente pra ela perceber que eu pensei em cada detalhe.
— Atlas… — a voz dela saiu baixa, quase um s