15. Quando o Inferno Começa

Atlas Cross

O silêncio depois que Elise saiu foi errado.

Não era paz.

Era ausência.

A mansão sempre foi grande demais, mas ao vê-la atravessar o portão, parecia vazia de um jeito que incomodava. Como se algo tivesse sido arrancado do lugar certo e o ar ainda não tivesse entendido como voltar a circular.

Porra.

Eu havia me apegado àquela garota de uma forma que não sabia explicar. Não fazia sentido. Não era lógica. Não era segura. E ainda assim, doía.

De pé no corredor, os seguranças aguardavam alguma instrução. Bastava um gesto meu para que alguém a seguisse, para que um carro a trouxesse de volta, para que tudo fosse “resolvido”.

Mas eu não fiz nada.

A única coisa que consegui fazer foi abrir a porta do escritório e me enfiar lá dentro, como se aquelas paredes pudessem conter o que estava me esmagando por dentro.

A verdade era simples e humilhante: eu não sabia se conseguiria aguentar tanta pressão sem quebrar alguma coisa. Ou alguém.

Victor entrou no escritório sem bate
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