Atlas Cross
Rapidamente o barulho lá fora me tirou a concentração. Peguei a arma e fui andando cauteloso. Mas a surpresa me tirou um riso.
Era um pequeno filhote de gato.
Peguei ele no colo e sussurrei.
—Não pode nos assustar assim campeão.
Volto para casa, e Elise pegou no sono.
Observo as paredes. Os quadros onde eu, mamãe e Damien, parecíamos, e eramos uma família feliz, pelo menos até acabarem com a vida dos nossos pais e nos deixarem aqui, sozinhos.
Minha cabeça latejava, não por bebida, eu evitei, isso, mas pela noite inteira martelando dentro de mim. A sabotagem. A fuga. O beijo.
O maldito beijo.
Passei a mão pelo rosto e fiquei sentado no sofá por alguns segundos, respirando devagar, como se controlar o ar fosse controlar o resto.
Eu poderia ter ido para um dos apartamentos seguros em Manhattan. Poderia ter chamado reforços. Poderia ter voltado para a mansão, cercado pelos meus homens, protegido por câmeras, armas e paredes grossas.
Mas escolhi vir para cá.
Com ela.
O que