13.O Homem Que Eu Sou

Atlas Cross

Rapidamente o barulho lá fora me tirou a concentração. Peguei a arma e fui andando cauteloso. Mas a surpresa me tirou um riso.

Era um pequeno filhote de gato.

Peguei ele no colo e sussurrei.

—Não pode nos assustar assim campeão.

Volto para casa, e Elise pegou no sono.

Observo as paredes. Os quadros onde eu, mamãe e Damien, parecíamos, e eramos uma família feliz, pelo menos até acabarem com a vida dos nossos pais e nos deixarem aqui, sozinhos.

Minha cabeça latejava, não por bebida, eu evitei, isso, mas pela noite inteira martelando dentro de mim. A sabotagem. A fuga. O beijo.

O maldito beijo.

Passei a mão pelo rosto e fiquei sentado no sofá por alguns segundos, respirando devagar, como se controlar o ar fosse controlar o resto.

Eu poderia ter ido para um dos apartamentos seguros em Manhattan. Poderia ter chamado reforços. Poderia ter voltado para a mansão, cercado pelos meus homens, protegido por câmeras, armas e paredes grossas.

Mas escolhi vir para cá.

Com ela.

O que
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