12. Chalé
Elise Quinn
O táxi andava a mais de 40 km por hora nas ruas vazias de Nova York. Atlas permanecia atento a qualquer movimento do nosso lado.
Eu o encarei.
— Você pode me dizer o que está acontecendo? — murmurei.
— Alguém sabotou o nosso carro porra!
— Mas… com que intenção?
— A intenção de nosso carro parar no meio da estrada e sermos emboscados. Quem fez isso sabia que viemos sem motorista, e sem reforços. E é alguém próximo.
Passei a mão entre os cabelos sentindo o vestido vermelho me apertar. Minha cabeça doía tanto que eu sentia ela girar.
— Para onde estamos indo?
— Você faz perguntas demais. Viúva.
A palavra viúva saiu como um veneno da boca de Atlas. Era impossível compreender. Num momento ele me tratava bem, no outro, eu era somente uma… nem sei o quê.
Fiquei calada o resto da viagem. Não suportava mais lidar com as mudanças de humor.
Até o carro ir parando e eu ver a placa" Hudson Valley."
O local parecia longe demais para ser alcançado por curiosos, perto