**Narrado por Dante Ferraz**
A luz suave do abajur iluminava o quarto com uma penumbra acolhedora. A lâmpada, de um tom levemente amarelado, projetava sombras longas e dançantes nas paredes, movendo-se preguiçosamente a cada leve sopro de brisa.
Na cômoda, o relógio digital piscava incessantemente: 02h47 da manhã.
Lá fora, a cidade parecia estar em um profundo sono ou, quem sabe, apenas fingindo. As ruas estavam desertas, as janelas apagadas, e o mundo parecia suspenso em um silêncio denso q