NARRADO POR DANTE FERRAZ
A sala ainda respirava o peso da queda de Caio Valença.
O silêncio era denso. Cortante. Eu ali, no centro, com a cabeça erguida, o sangue calmo… mas o peito queimando por dentro.
— “Saiam.” — falei, sem elevar a voz.
Os diretores não hesitaram.
Levantaram como soldados. Um a um, sumiram pelas portas. Nenhum ousou me encarar por mais de três segundos.
Restamos nós.
Eu e ela.
Helena.
Ela não se mexeu.
Ficou parada, como se o chão tivesse sumido.
Os olhos inchados, marejad