NARRADO POR CAIO VALENÇA
Fora da sede da Ferraz Holdings — Manhã
O sol estourava na minha cara.
Quente. Implacável. Cruel.
Os seguranças me arrastaram pelos braços.
Arrastaram MESMO.
Sem dó.
Como quem carrega um bicho morto.
— “SOLTA, CARALHO!” — urrei, me debatendo. — “EU AINDA SOU O PRESIDENTE!”
Riram.
Me largaram no chão.
Como lixo.
O corpo bateu com um estalo seco no concreto.
A mão rasgada.
O paletó destruído.
A gravata pendurada no pescoço como uma corda.
E foi aí que o inferno abriu as p