Max
Era curioso como, mesmo depois de tudo que vivemos, ela ainda conseguia me fazer suar as mãos só com um sorriso. Talvez fosse por isso que, naquela tarde cinza de terça-feira, eu estava parado no meio da sala, cercado de fotos, bilhetes, recortes de papel e vídeos antigos, com um coração que batia como se eu fosse pedir Charlotte em namoro pela primeira vez.
Mas não. Não era um pedido qualquer.
Era o pedido.
O que vinha sendo gestado em silêncio no meu peito há meses, alimentado por cada ri