César acreditava que a liberdade tinha cheiro. Para ele, cheirava a carne no ponto, vinho caro e risadas que ecoam dois segundos além do aceitável. Na noite seguinte ao habeas, ocupou uma mesa na varanda envidraçada de um restaurante conhecido por quem prefere ser visto com discrição — ironia perfeita para um homem que queria ser visto sem parecer que queria. Acompanhado de dois empresários e um assessor oficioso, exibiu o que sempre considerou poder: sobriedade encenada, frases curtas que prom