A biblioteca municipal parecia um navio antigo ancorado no centro da cidade: janelas altas, poeira de luz passando entre as prateleiras e aquele cheiro de papel que acalma o peito. Aline escolheu o lugar exatamente por isso — movimento suficiente para diluir presenças, silêncio suficiente para ouvir qualquer ruído fora do padrão. No mural, um cartaz meio torto anunciava “Clube de Leitura – Sábado, 16h”. Era quarta-feira. Bom sinal. Menos gente.
Vivian entrou com passos pequenos, o casaco leve f