O dia nasceu com uma luz pálida, quase tímida, derramando-se pela fresta da cortina como quem pede permissão para entrar. Vivian acordou antes do relógio. Não havia pressa; havia a estranheza boa de um corpo que, pela primeira vez em muito tempo, não saltava com o primeiro ruído. Ficou imóvel, escutando a casa. Era um silêncio cheio de pequenos movimentos: a madeira dilatando, o vento atravessando o corredor de eucaliptos, um passarinho testando duas notas. Pensou na biblioteca. No lenço de tia