Atravessaram a ponte rachada como quem pisa dentro do próprio peito e, depois de duas curvas, a trilha abriu para um descampado raso onde o vento corria sem pedir licença. No alto, um depósito antigo de ferramentas, meio casa, meio celeiro, erguia-se como se tivesse sido esquecido de propósito. Aline ergueu o punho, pedindo parada. Observou telhado, chaminé muda, portas empenadas. Nada de pegadas recentes. Nada de latas novas ou bitucas caras. Somente poeira, teias e o hálito frio da manhã.
— P