Algumas horas haviam se passado desde o amanhecer, mas a floresta ainda estava envolta em um manto de neblina tênue, como se o mundo inteiro estivesse esperando pelo que ia acontecer.
Hellena caminhava entre as árvores, o coração acelerado, os sentidos afiados como nunca. Cada aroma, cada movimento do vento parecia carregado de significado, e havia apenas uma presença que dominava todos os outros pensamentos: Augusto.
Ela sabia que ele estava ali. O vínculo não a enganava. Cada passo que dava fazia o ar vibrar, quase como se a própria floresta reconhecesse o chamado da lua e o magnetismo entre eles.
— Augusto… — murmurou, mais para si mesma do que para o espaço vazio à frente. — Onde está você?
De repente, entre as sombras das árvores, ele surgiu. Não caminhando, mas surgindo como se a própria noite o tivesse moldado ali. Os olhos dourados brilhavam sob a penumbra, os músculos tensos, o corpo emanando uma energia selvagem e irresistível.
— Hellena — disse, com a voz grave, quase um ru