O dia amanheceu pesado, com nuvens baixas cobrindo o céu. O ar carregava a promessa de conflito, e eu sentia cada vibração da floresta, cada cheiro, cada som, mais intensamente do que nunca. Augusto estava ao meu lado, firme, vigilante, como se pudesse sentir tudo que se movia à distância.
— Alguma vez você já enfrentou invasores sozinho? — perguntei, tentando quebrar o silêncio, mas minha voz traía uma mistura de curiosidade e nervosismo.
— Muitas vezes — respondeu ele, os olhos dourados fixos