A lua alta derramava um brilho prateado sobre a floresta silenciosa, refletindo nos galhos e nas pedras úmidas do rio. O vento soprava suave, carregando o perfume das folhas e o cheiro inconfundível de matilha. Hellena caminhava devagar, o corpo ainda pulsando pela energia que o encontro anterior com Augusto havia despertado. Cada vez que lembrava do toque dele, do olhar intenso que a despia mais do que qualquer palavra, o coração acelerava.
Ela tentava afastar a sensação, mas era inútil. O vínculo que os unia parecia ganhar força a cada hora, mesmo sem que ela o quisesse admitir.
E ele sabia disso.
Augusto a observava de longe, encostado em uma árvore, o semblante sério, mas os olhos ardiam em desejo contido. O alfa nunca havia conhecido alguém que o desafiasse tanto — Hellena era uma mistura de fogo e obstinação, e isso o atraía de uma forma quase irracional.
O vínculo de alma os chamava, sussurrando entre os batimentos e respirações descompassadas.
— Você devia estar descansando —