A praça de Thariel, coberta por um céu de nuvens baixas e pesadas, parecia uma boca aberta pronta para devorar a alma de quem ousasse olhar demais. As chamas azuis nas torres tremeluziam como olhos famintos. O cheiro de medo, sangue seco e magia antiga impregnava cada pedra.
No centro da praça, alinhados diante do patíbulo — uma estrutura grotesca de madeira escura, polida pelo uso e pelo sangue — estavam os prisioneiros. Acorrentados, descalços, a pele marcada por hematomas, ossos saltando sob