Parte I – Evelin e Eros
A água morna da banheira ainda escorria dos ombros de Evelin quando ela ouviu a batida suave na porta. Envolta apenas por uma túnica fina de linho, os cabelos soltos ainda úmidos, a pele vibrava com os resquícios da magia viva de Aquenor — como se o mundo inteiro pulsasse dentro dela.
— Entre — disse, sem se virar.
Eros entrou com cautela, a mão ainda na maçaneta, os olhos absorvendo a cena com intensidade silenciosa. Seus passos eram medidos, mas sua presença carregava