Cael acordava todos os dias sem saber quem realmente era.
Seu reflexo no metal polido da forja mostrava apenas um homem de expressão cansada, mãos calejadas e olhos que pareciam sempre à beira do esquecimento. Trabalhava com o fogo, o martelo e o aço como se aquela fosse sua única verdade. A maioria dos dias, acreditava que era.
Na vila de Marthen, ele era apenas o ferreiro — recluso, sem família, de fala mansa e olhar que evitava o alheio. Poucos ousavam se aproximar. Havia algo nele que incom