O centro de detenção temporária em São Petersburgo não era apenas uma prisão; era uma antecâmara do esquecimento. O edifício, uma estrutura de concreto brutalista herdada da era soviética, parecia absorver toda a luz e esperança de quem cruzava seus portões de aço. O clima era macabro, saturado por uma umidade gelada que brotava das paredes descascadas e um cheiro onipresente de desinfetante barato misturado ao odor metálico de sangue e suor antigo.
Pelos corredores, o som era uma sinfonia de h