No jardim lateral da casa, Augusto andava em passos pesados, quase sem perceber para onde ia. O rosto, geralmente duro e inflexível, agora carregava um olhar distante. Ana o seguia, sentindo a dor contida no silêncio do marido.
— Ana... — ele parou e virou-se para ela com os olhos úmidos — Amanda me chamou de pai... depois de cinco anos. Você escutou? Me chamou de pai, Ana.
Ana assentiu devagar, tocando o braço dele.
— Ela falou sem rancor, Augusto. Talvez pela primeira vez em anos... Amanda ol