– Subsolo da empresa Duarte, setor de arquivos – 16h05
A sala era fria, com estantes altas repletas de pastas antigas, papéis amarelados pelo tempo e o cheiro peculiar de papel guardado por décadas. Lidiane, de cabelos grisalhos presos em coque e óculos na ponta do nariz, organizava uma gaveta de documentos da época do patriarca Jorge Duarte, pai de Augusto.
Valéria entrou, discreta, com o salto batendo seco no piso de cimento polido.
— Boa tarde, dona Lidi... — disse ela, forçando um tom casua