A chuva começou ainda antes do amanhecer, fina e constante, batendo nos vidros da janela com um som que parecia repetir o que Alice sentia: um peso no peito, uma confusão impossível de nomear.
O relógio marcava pouco mais de sete da manhã quando ela acordou — embora “acordar” fosse uma palavra generosa. Ela não dormira de verdade; apenas fechou os olhos e deixou as imagens do evento em São Francisco se repetirem como um filme quebrado.
Aquele olhar.
Aquele homem.
Aquela presença que par