Mundo de ficçãoIniciar sessãoSob o brilho ancestral da Lua dos Antigos, Althea e Eryon compartilham um laço forjado desde a infância, em um mundo onde os lykor — seres que caminham entre o humano e o lupino — lutam por equilíbrio em meio à luz e às trevas. Ela, líder destemida e marcada pela bênção da lua, carrega o peso de uma profecia que nunca quis aceitar. Ele, um exilado assombrado por segredos enterrados em seu sangue, acredita ser uma ameaça à única pessoa que realmente ama. Enquanto luz e sombra se entrelaçam em uma dança perigosa, escolhas inesperadas e revelações surpreendentes podem mudar o destino não apenas deles, mas de todo o mundo que conhecem. O que a Lua dos Antigos reservou para eles? E será o amor forte o suficiente para desafiar o caos?
Ler maisAtravessando a floresta densa, Eryon sentiu o frio se intensificar ao se aproximar da casa de pedra. Seu peito se apertou com uma sensação incômoda. Durante todo o caminho, ele sentiu Althea próxima, como se sua presença estivesse gravada em seu próprio sangue. Mas agora... algo estava errado. Era como se ela tivesse sido arrancada do tecido da realidade, um vazio súbito e opressor tomando o lugar onde antes sua energia vibrava.Ele inspirou fundo, tentando estender sua percepção, buscar qualquer resquício dela. Mas tudo o que encontrou foi silêncio. Um silêncio frio, sufocante. Seu coração martelou em desespero, a certeza de que ela estava cada vez mais longe se cravando em sua alma. Seu instinto rugia em alerta, como se o elo entre eles tivesse sido esticado ao ponto de quase se romper.Ao lado dele, Kaydara franziu a testa, parando abruptamente. Ela ergueu uma das mãos e desenhou círculos no ar, como se tentasse captar vestígios invisíveis ao olhar comum.— Houve uma viagem recente
O quarto que Miralen reservou para Althea era frio e austero. A coruja sinistra continuava vigiando-a de seu poleiro, e a corrente dourada no pulso de Althea brilhava, lembrando-a de que estava longe de ser livre.Determinada, Althea sabia que Miralen jamais deixaria a Pedra de Nythar ao seu alcance, mas precisava tentar algo. Seus olhos recaíram sobre a ave, que a observava incansavelmente. Miralen poderia estar ocupada, mas aquele animal certamente sinalizaria qualquer deslize.Ela respirou fundo e fechou os olhos, focando-se na corrente dourada que a ligava à bruxa. A magia pulsava, mas Althea sentiu pequenas variações na energia— brechas quase imperceptíveis. Se conseguisse manipulá-las, talvez conseguisse estender seu alcance além do quarto.Althea levou a mão ao medalhão que repousava contra seu peito. A herança de seu pai sempre a conectara à magia da lua, e já provara ter poderes ocultos. Fechando os olhos, concentrou-se na energia do artefato, tentando canalizá-la sem alertar
A noite pairava densa sobre os arredores de Nyrathas, e a névoa sinuosa rastejava entre as árvores retorcidas como serpentes de fumaça. Os seis guerreiros se mantinham ocultos entre as sombras, seus olhos atentos ao ambiente carregado de energia antiga. A floresta parecia respirar, e cada som amplificado ecoava na escuridão.Eryon mantinha-se à frente do grupo, seus olhos fixos na imensidão escura que se estendia diante deles. A sensação inquietante em seu peito crescia a cada segundo.Kael, que estava mais atrás, soltou um suspiro impaciente. Seu corpo parecia vibrar de ansiedade, cada fibra sua tensa, pronta para a batalha. Ele não queria apenas resgatar Althea—ele ainda queria arrancá-la dos braços de Eryon.— E o que estamos esperando? — Kael perguntou, a irritação evidente em seu tom.— Assim que cruzarmos essa fronteira, Miralen saberá. — Sua voz era baixa, mas carregada de certeza. — A magia dessa floresta amplifica tudo... nossas presenças, nossas intenções. Ela vai sentir.—
A névoa prateada do sonho se dissipava lentamente, dando forma à silhueta imponente de Nykros. Seu olhar, profundo como um abismo estrelado, fixou-se em Althea com ternura e gravidade. Ela não hesitou.— Nykolos e Lyra... Eles precisam de ajuda — disse, sua voz embargada. — Miralen os mantém sob seu domínio. Eu vi o que ela fez com eles. Como posso libertá-los? Como posso impedi-la?Nykros a observou por um momento, seu olhar intenso parecendo atravessá-la, mas não respondeu de imediato. Althea respirou fundo, sentindo a frustração borbulhar dentro de si, mas tentou manter o respeito em sua voz.— Sei que há coisas que ainda não posso compreender, mas tenho muitas perguntas sem respostas. Eu preciso saber mais. Não posso caminhar às cegas. Não quando tantas vidas dependem disso.Ele continuou a encará-la, silencioso, como se pesasse suas palavras, antes de finalmente falar.— Você caminha entre luz e sombras, pequenina. E como toda chama que cresce, precisará de tempo para ver além da
Último capítulo