Rafael tentou dormir.
Mas o corpo não obedecia.
A cada vez que fechava os olhos, via a cena se repetindo, Liandra cercada por alguns lobos, uma deles atacando, os gritos, o sangue, o risco real de perdê-la.
Era como se o próprio ar o rasgasse por dentro.
O lobo não se aquietava.
Ele se levantou da cama da suíte da matilha, a mesma que lhe fora reservada, e caminhou até a janela.
Lá fora, o céu ainda carregava tons acinzentados do amanhecer.
Nada parecia em paz.
Pegou o celular