Liandra estava no quarto quando ouviu a batida na porta.
Não respondeu de imediato.
Estava em pé, de frente para a janela, braços cruzados, respirando fundo como fazia desde sempre quando precisava organizar o que sentia antes de falar. Era seu método.
A batida veio outra vez. Mais suave.
— Posso entrar? — a voz de Rafael soou do outro lado.
Ela não se virou.
— Entra.
Rafael abriu a porta devagar. Não avançou. Ficou ali, respeitando o espaço como aprendera a fazer com ela. Liandra conti