Dmitry estava com a mão pousada sobre o ventre de Susan, os dedos se movendo lentamente sobre a pele ainda sensível, traçando símbolos invisíveis que só a essência dele parecia conhecer.
O calor dela, embora mais frágil que o normal, ainda vibrava como um farol. Suave. Constante. Uma melodia que o instinto dele reconhecia como lar.
Mas, naquela manhã, algo o desconectou por um segundo desse espaço silencioso: um som sutil. Leve, como o roçar de cascos na neve. O sussurro de passos, abafado por paredes espessas, mas claro demais para ser ignorado pelos ouvidos de um Alfa.
Ou melhor: de um Deus Lycan.
"A respiração mudou no andar de baixo. Dois corações correm com pressa. A pulsação do sangue antigo... Voltou a ecoar."
Dmitry se sentou na cama com o cenho franzido. Ao lado, Susan murmurou seu nome, sonolenta, mas desperta.
— Está tudo bem? — Ela perguntou, a voz suave e rouca, a aura ainda tênue, como uma flor fechando após um temporal.
Ele tocou o rosto dela com carinho, traçando o con