Na cozinha da mansão Rurik, o cheiro de café fresco, pão doce assando e especiarias quentes enchia o ar.
Marina, a chef, corria de um lado pro outro, bufando alto enquanto murmurava:
— Agora temos que usar farinha da lua, manteiga batida ao som de harpas e morangos colhidos com orações. A senhora da casa não é mais só humana... Ela é divina! Divina! — Fez o sinal da cruz e depois um gesto antigo de bênção lunar. — E está grávida do novo eclipse do mundo!
— Eu ouvi isso! — Gritou Alexei, entrando com Carla, e recebendo uma torrada na testa como saudação da cozinheira chefe.
Sasha já estava à mesa, de pernas cruzadas, mordendo uma maçã como se estivesse julgando o café com olhos críticos. Lyra, sentada ao lado dele, sorria para Carla com sua serenidade habitual.
— Bem-vinda à casa dos loucos consagrados pela lua. — Disse Sasha, estendendo um pão recheado com geleia para Carla.
— Obrigada… Eu acho. — Ela respondeu, se sentando. — Então... Alguém quer me explicar o eclipse que aconteceu d