No andar de baixo, Dmitry já estava no escritório. A luz suave filtrava pelas cortinas, dançando sobre as pilhas de documentos.
Assinar papéis civis parecia ridículo diante da imensidão do que havia acontecido na noite anterior. Mas Dmitry sabia: o mundo humano também precisava de selos, assinaturas, formalidades. Ele faria tudo. Não deixaria brechas. Susan seria reconhecida como sua esposa em todos os planos: humanos, Lycan e divinos.
"Ela é minha. Esposa pelo sangue, alma e lua. Agora, também pelos olhos da lei. Que não reste dúvida, nem no plano dos mortais."
Ele segurava a caneta quando o pequeno intercomunicador no canto da mesa acendeu, seguido pela voz firme de um dos seguranças da mansão:
— Alfa Rurik, aqui é Dmitriov, da vigilância externa. Temos movimentação no portão leste. O reconhecimento confirma: são os veículos dos anciãos do Conselho Lycan. Cerca de dez carros. Estão descendo em formação.
Dmitry parou por um momento. O olhar escureceu.
— Eles chegaram antes do previst