A neve em São Petersburgo era diferente. Mais densa. Mais antiga. Como se tivesse memória.
Fidor Kovalenko desceu da SUV escura com o maxilar travado e os olhos sombrios refletindo a mesma tormenta que caía do céu. Nenhum guarda se atreveu a falar enquanto ele atravessava os portões principais da sede do clã Kovalenko, uma fortaleza elegante esculpida em pedra negra, onde o frio parecia eterno e os salões, vivos de segredos.
Ele não tirou o sobretudo molhado, nem mesmo ao entrar na Sala do Tron