Enquanto isso, na mansão Rurik...
A escuridão do quarto se dissipava lentamente. A energia, antes drenada, começava a retornar como névoa morna sobre a pele.
No fundo de sua mente, Susan sonhava.
Mas aquele sonho não era apenas um reflexo. Era um vislumbre. Um sussurro do que viria.
Ela estava em um campo coberto por flores azuladas, banhado por uma luz suave que não parecia vir do sol. A brisa tocava seu rosto com um carinho que ela reconhecia. Era o cheiro de Dmitry, misturado à essência de algo mais novo.
E então o viu.
Ali, de pé, à beira do campo, com cabelos de neve e olhos de oceano, estava um menino.
Tinha talvez quatro anos. Elegante, vestia um suéter cinza com uma expressão serena demais para a idade. O pequeno sorriu, e nesse sorriso, Susan se desfez. Ela levou a mão à boca, lágrimas escorrendo sem permissão.
Ela sabia. Sentia. Via. Não precisava de nenhuma explicação.
Era seu filho.
Ela se abaixou e abriu os braços, o menino correu até ela, se jogando contra seu corpo em u