“Algumas portas se abrem para o que nunca fechou.” — (Anotação de R.)
O salão se inclina levemente para a esquerda, como barco em onda mansa. Meu estômago acompanha o movimento. O jasmim sobe, fica quase insuportavelmente intenso. Guilherme ajusta a manga do terno com gesto casual. O anel brilha uma última vez sob a luz do lustre e desaparece dentro da sombra da manga.
A coordenadora toca meu cotovelo com dois dedos leves — toque treinado, proprietário, que comunica sem palavras.
— Sorriso curt