“Há despedidas que não são tristes: são apenas honestas demais para fingir eternidade.” — (Anotação de R.)
A manhã entrou pelas cortinas abertas clara demais, cruel demais para quem tinha dormido tão pouco. Ficamos os dois acordados antes de admitir um para o outro, fingindo sono por alguns minutos a mais, adiando o inevitável.
O silêncio, dessa vez, não era aquele confortável de ontem. Era um sapato ligeiramente apertado que você insiste em usar porque gosta dele, mesmo sabendo que vai machuca