Quatro dias após o parto, o quarto ainda carregava o cheiro metálico do sangue seco, entranhado nas frestas do chão, nas fibras ásperas dos lençóis, no ar pesado que parecia estagnado, como se o tempo ali tivesse parado.
As cortinas, entreabertas com descuido, deixavam entrar uma luz pálida, quase indiferente ao milagre que havia acontecido ali. O ambiente era denso, saturado por noites sem dormir, choros entrecortados e o peso esmagador da sobrevivência que pairava como uma sombra.
Dayse mal c