“Quando falta chão, a gente confere se o chá ferve — e se a mão treme.” — (Anotação de R.)
(...)
7h30. Joana chegou no minuto exato. Cabelo preso mais apertado que o costume, uma urgência mal escondida no canto da boca. Estranha? Ansiosa? Seria impressão minha?
Ou sou eu que estou ficando paranoica? Quando a vida inteira ameaça virar uma mentira bem construída, a paranoia aprende a andar descalça dentro da gente.
“Quem é você, Joana? O que está escondendo? O que quer de mim?”
As perguntas marte