Enzo estava sentado há horas ao lado do leito no Centro Médico John Hopkins, em Boston. O quarto permanecia envolto em um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelo som compassado dos monitores — um som mecânico, impassível, indiferente à tragédia que se desenrolava ali.
Victoria, pálida e ainda desacordada, repousava sob a luz fria da enfermaria. O corpo imóvel era um lembrete doloroso do que acontecera, do que ele fizera.
— Ela vai sentir muita dor quando acordar — dissera o médico.
— Ma