"Não é a porta que guarda o segredo. É o hábito de quem a atravessa." — Anotação de R.
A Casa dos Jasmins repousava sob a luz fria e impessoal, como a de um posto de saúde em pleno feriado ― uma cena que, à primeira vista, parecia inofensiva.
Mas eu sabia, sempre soube, mesmo que a memória me escapasse, que a inocência era apenas um disfarce, uma máscara que as instituições vestem para ocultar seus segredos mais sombrios.
O portão lateral, com sua pintura recente, exalava um cheiro que não era