As noites de Dayse e Enzo transformaram-se em uma rotina de aparente monotonia.
Ele entrava no quarto com a mesma precisão impiedosa de sempre, sem anunciar a chegada, sem pedir licença. O som firme de seus sapatos no mármore precedia a presença gélida que preenchia o espaço assim que ele cruzava a soleira. Nem um olhar, nem uma palavra: apenas o ritual, ensaiado à exaustão, esvaziado de qualquer humanidade.
Tirava o paletó e o jogava displicentemente sobre a poltrona, arregaçando as mangas da