“Algumas verdades só podem ser descobertas no escuro, quando não há mais lugar para se esconder.” — (Anotação de R.)
O dia seguinte nasceu em silêncio. São Paulo, pela primeira vez, parecia apenas respirar, sem o habitual rugido que preenche suas manhãs. Me vesti de cinza ― uma cor que não grita, que não machuca. Prendi o cabelo, como quem ergue uma muralha invisível.
Às 8h12, cruzei a porta da sala sem janelas, onde Joana já me esperava. O ambiente era estéril: computador fora da rede, pendri