“A criança nasce. Depois eu decido o que fazer com ela.” — (Aurélia)
[... continuando flashbacks de Renata e narrativas de Guilherme, no presente]
A Proposta
Ele disse que Aurélia não gritou. Ela nunca grita.
Aurélia fechou a porta de uma sala menor, janela de vidro fosco, duas poltronas e uma mesa com pastas organizadas por cor. Sentou-se, cruzou as pernas, apoiou o queixo.
— Eu devia estar surpresa? — ela começou, suave. — Não estou. Homem é previsível. Mulher, com fome de afeto, mais ainda.