Os dias que se seguiram foram leves. A mansão parecia ter ganhado vida desde que Clara chegara. Havia riso nos corredores, flores frescas sobre a mesa e um toque de doçura até na rotina dos funcionários. Clara tinha esse dom raro de se entrosar com todos — falava com os empregados como quem fala com velhos amigos, e o ar da casa se tornara mais humano desde então.
Chegou, enfim, o dia de partirmos para Belo Horizonte. Depois de conversarmos, decidimos ir de carro — pouco mais de seis horas de v