Quando voltei para dentro da mansão, encontrei Clara sentada à mesa da varanda conversando com Eugênia. O sol já entrava generoso pelas grandes janelas, dourando o ambiente e fazendo o cristal do lustre brilhar em pequenos reflexos sobre a parede. Clara sorria — aquele sorriso tranquilo, de quem parece pertencer ao próprio lugar. Aproximei-me e beijei-lhe a testa, sentando-me ao seu lado.
— Vamos à praia hoje — falei, pegando o copo de suco. — Quando terminar seu café, pegue suas coisas.
Ela me