Na madrugada, Clara acordou atordoada. Eu ainda estava ali, deitado ao seu lado, observando cada movimento seu no escuro. Seu rosto ainda trazia o cansaço do choro, mas havia algo de doce em sua vulnerabilidade.
Passei a mão em seu cabelo e, depois de alguns minutos em silêncio, falei com calma:
— Clara… quero te tirar daqui por uns dias. Vamos à França, para a fazenda. Lá você vai poder descansar um pouco.
Ela me olhou surpresa, pensativa.
— Lorenzo, eu não sei se devo... — murmurou.